Carta VOLTA

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Carta VOLTA

Mensagem: Volta

Número: 12

Comentário: A Carta VOLTA é uma carta da categoria das cartas fundamentais e de larga aplicação no mundo, que em questão de volta, é mestre absoluto. Está muitas voltas na nossa frente e com tanta volta diferente, que a gente até vai arriscar algumas porque a gente está aqui pra isso:

Voltar da noite, quando amanhece.

Voltar pra rua, quando anoitece.

Voltar pra aquela, que aquela merece.

Voltar pra casa da mamãe, acontece.

Dar uma volta, antes que comece.

Dar mais uma volta, antes que acabe.

Revoltar, que ninguém esquece.

Voltar no meio, porque desistiu.

Voltar no erro, não resistiu.

Voltar pra contar, o que só você viu.

E tem o não voltar, né, o sumiu. Vovô não voltou daquele tremelique. Huguinho não voltou daquele ácido. Enfim, tem coisa que não tem volta.

 

Exemplos Ilustrativos de Uso:

Mas pelo tanto que foi dito no que diz respeito ao Baralhinho, a Carta VOLTA faz bonito em qualquer situação: Tua mãe entrou depressa no teu quarto porta aberta e viu você e outro alguém treinando pra fazer neném? VOLTA e fecha porta, mamãe. Da próxima vez bate palma, grita, avisa.

Faculdade distraído, suequinha de amigo e você baixa aquela carta sete cobiçada numa jogada totalmente equivocada? VOLTA e pede desculpa, que se fosse sueca de rua, tinha tomado uma tapa na cara. Faculdade, tudo bem.

Teu pai trouxe um bumerangue importado da Austrália, um metro e meio de envergadura, dez folhas de manual, inclinação de 15 graus, tu sozinho no quintal, arremessa e vau vau vau vau, ele voa reto, não faz porra de curva nenhuma e some longe, lá na casa do caralho? VOLTA pra casa pra explicar pro papai, que o bumerangue não vai voltar mais. 3 mil reais.

Na área dos relacionamentos, a Carta VOLTA também pula, brinca, agita, come doce, come torta e arrepia. Num primeiro momento parece que ela só tem utilidade depois do último encontro, aquele do desespero, VOLTA!!!!! VOLTA PELAMORDEDEUS!!! E dependendo da mágoa, não volta nunca mais. Mas nem tudo é assim, caso perdido, coração partido. Você pode usar a carta VOLTA no começo da relação, de repente até antes do começo, naqueles momentos tensos de acertar o coração. Volta e beija.

Você figura exigente, aceitou o convite malemolente e partiu pro frente a frente e agora está só na análise. Nada de toque, só no papinho, cada detalhe é importante, quem sabe a pessoa te surpreende. E ela surpreende, danadinha, concorda nos momentos quentes, discorda fazendo rir e você já admite que ela ganhou, eu quero, vem, pára de falar e me beija logo, porra. Mas aí a pessoa se empolga num papinho mole forte de elétron antimatéria, ponto de vista da realidade, quem sou eu, que fudeu! Tu puxa a carta VOLTA pra ele na hora. Volta, que já tinha chegado no ponto certo e agora você está passando direto! E a pessoa volta, claro, engasga, pede um limão e fica um tempo em silêncio. E tu dá uma chance pra ela, lógico, porque tu tem um bom coração.

No íntimo, por exemplo, a carta VOLTA ajuda e muito. Você com aquela pessoa, mãozinha sapeca no corpinho inocente? VOLTA, não pode ainda! Tá muito saliente. Mas você insiste, o clima sobe, a mão desce, o short chega pro lado no fininho e o dedinho é ousado demais?! VOLTA, tarado! E quando já está tudo combinado, corpo pelado, cabelo melado, ninguém mais assustado e tu vai trabalhar aquela língua universal falada por poucos e entendida por muitos, uma Carta VOLTA coordena. Porque às vezes você acerta o ponto, mas erra na interpretação.  Pode acontecer. E se a pessoa for ainda mais reservada, aquela que grita calada, complica. Porque você, na esperança de um sentimento maior, muda o ponto, sai do ritmo, perde a força, acende a luz, abre a porta, estraga tudo… pra recuperar é uma outra foda. Nessa hora, uma Carta VOLTA resolvia. A carta FICA também ajudaria. A carta CALMA seria um ajuste fino. E a Carta NÃO META ESSA uma coisa mais agressiva, um jogo aberto, uma baleia franca.

Mas isso é lá no meio, papo de recheio. Vamos ilustrar a Carta VOLTA no seu momento mais verdadeiro, porque de todos os encontros, você sempre se lembra sempre do primeiro. A vergonha, os cabelos presos, as risadas, o vestido, o sofá, a tv ligada, a dúvida, a resposta, o quarto, a colcha de jornal e agora, repetindo, o coração batendo forte, quase saindo, a hesitação e o silêncio. “Mas mamãe, eles se amam!” é o grito na televisão. E quando você mete a mão no bolso pra buscar o telefone, cai a carta VOLTA distraída e você pede mais. Cinco dias de beijo na boca tão forte, que a sorte, que há muito não sorria pra ti, agora dorme serena no teu colo e nela você faz um cafuné mansinho, lembrando de tudo pela milésima vez.

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