O Número Mágico de Apolo

Aposto que aquele que leu o título – pois tem gente que não lê – e deu importância, – pois tem gente que não dá –  ficou intrigado – pois tem gente que não fica.

Mas do que se trata então este número? O que há de mágico neste número? E o que você tem a ver com este número mágico? Quem é Apolo? Será que é um número de mágica de Apolo? Será Apolo um mágico que tira coelhos da cartola? Quantas perguntas. Será que haverá tempo suficiente para respondê-las? Ou o tempo é só um suspiro diante da incomensurável sabedoria necessária para responder ao menos uma coisa dessas que estão aí em cima com um ponto de, respira homem, de interrogação a reboque?

Socorro, um alienígena dominou minha cabeça, eu estou falando MENTIRA eu não sou um alienígena. … sim, todos nós somos. Inclusive Apolo.

Contava-se na Grécia antiga, barzinho aqui de Niterói, ali perto da UFF, no Gragoatá, que Apolo andava triste, pois havia perdido o número do cofre onde guardava o seu coração. Apolo, depois de um amor não correspondido com uma jovem aluna, pois era professor. Quê? Ãh, vocês acharam que era aquele Deus? Mas não é não gente. Ô meu deus… desculpa, eu devia ter contextualizado, foi mal. É que eu vou contando e vou esquecendo. Mas continuando… Apolo guardou seu coração num cofre para que nunca mais se apaixonasse por ninguém.

Enfim, o tempo passou, Apolo naquela coisa, UFF, casa, casa, UFF, ficou puto e decidiu amar de novo. E decidiu que seria pela primeira pessoa que ele, o coração, visse quando ele, o Apolo abrisse ele, o cofrisse, sisse sisse sisse, Eu estou de Volta! o alienigenásse, se eu fosse do Planeta do Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, nós só falássemos dessa forma, Voltei voltei, chega dessa droga de alien, não aguento mais!

Porra, que saber mesmo?

O lance é que Apolo não sabe onde botou o segredo do cofre e continua naquela coisa casa, UFF, UFF, casa e vez ou outra para num barzinho pra tomar aquela, porque sabe como é que é, tá de bobeira no bar, aparece alguém de cofre aberto e se apaixona por ele, e aí? Se dá bem, não é isso? A pessoa ama pelos dois, ele não se ilude, não sofre e tudo fica sapeca. Só que até agora não veio nada, não apareceu ninguém e no fundo, no fundo, deve ter sido urucubaca daquela filha da puta.

Mostrasse! Fosse! Falasse!  Sai! Sai! Sai!