Faça um piruzinho pro satélite!

bush-gives-the-finger2A campanha é o seguinte.

Primeiro a campanha é uma campanha, tá, não é uma ordem, nem uma seita, nem uma incitação agressiva, nem um mau exemplo, uma palhaçada, ou uma coisa do diabo, uma abominável, uma inadmissível não, tá?

É só uma campanha, só.

É uma campanha legal, beleza, família, lúdica, esclarecedora e mental e fisica e prática! Principalmente prática.

Tranquilidade? Não gostou, não faz. Não fica aterrorizadinho. Fica calmo…. Tá tudo certo. E também não vai ficar querendo controlar tudo também, não.

Entao… já que cada um se avisou e estamos avisados, a campanha é a seguinte:

Se quiser fazer, faz, se não quiser, não faz.

Mas se liga:

Tem uma tabela aí embaixo, tá ligado? Coluna e linha. Na coluna, cidade, na linha, dia, no encontro das duas, hora. Veja qual é a sua cidade e o seu respectivo intervalo. Nessa hora você se prepara, sai de casa, olha pra cima que o satélite vai passar no céu varrendo o chão.

tabela

Com a certeza do horário, você inicia a campanha. Chama a galera. Na de um, na de dois, na de vários.

Pode marcar um churrasquinho, uma festinha, um encontrinho, um negocinho, um detalhe, sei lá, marca um mac lanche feliz com a gata, marca um marley com a moçada, marca uma azeitona com minas sozinho mesmo, mas marca à noite!!!! Porra, tem que ser a noite! É pra ver satélite. Se marcar de manhã, vai passar vergonha.

Se tiver chovendo, cancela. Cancela a campanha, claro, porque a festa… nem querendo me meter nisso não, mas já dando o toque, digo: não desmarca a festa, não. Pessoal tá carente de festa. A cidade tá carente de festa. Deixa o pessoal chegar. Quem chegar, você recebe, dá boa noite, acalma, oferece um salgado, explica porque que não vai dar pra ver o satélite, tá chovendo, pra quem perguntar. Pede ajuda pra botar a lona, pede ao dj uma lenta, dá uma zodada se for pra zoar. Usa o baralho. Sei lá.

Mas meu amigo, o lance é:

Se você: olhar direito na tabela, for no quintal, ou no terraço, ou na janela, na noite indicada, na hora que começa o intervalo… E o céu for um céu de noite porradão, cidade boa, céu de diamante… Nessa hora, você no quintal, voce vai ver! De repente!

Sério mesmo, vai surgir no leste, vai rasgar o céu de ponta a ponta, uma estrela, cara, uma estrela sem rastro, velocidade cruzeiro, assim, serena, na manteiga e ela passa, maluco! Passa! Passa por cima de você tirando foto sua, sim! Blaublaublaublau rastreando uma atrás da outra.Sinistro, né? então.

Nessa hora, ai que vem o ponto alto da campanha toda, nessa hora, frio na barriga, tu segura sua bolsa e grita:

– ALI, ali aliiiii!!!!!! Aliiii o satéééééééééélite!!

E todo mundo que estiver, seu pai, seu tio, festinha. Todo mundo vai gritar: cadê, cadê, cadê?!!

Desespero! Vai ficar gritaria, nêgo correndo, nêgo olhando prum lado, nêgo apontando pro outro, nêgo deixando cair copo, nêgo dando tremelique, nêgo dando tapa na cara, malandro dando soviético, até que uma hora todo mundo acha o satélite e ai é fenômeno!!!!

É fenômeno de massa interespacial temporal!

Todo mundo olhando o satélite e o satélite olhando todo mundo…. e aí tem que tomar cuidado pra não fritar cérebro, pagar zé lelé, entrar em frenesi, essas paradas, abrir portal, porque nessas horas, você sabe, se não tiver firme, você vai! E não volta, não, hein! Tem que segurar a unidade, aí, por que a luta continua.

Cara, mas o lance é que nesssa hora, fenômeno de massa, o satélite passando em cima da galera, todo mundo conta: dez, nove, oito… e no já, manda um piruzinho pro satélite!!

Aeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!

Vai parecer meio idiota mesmo depois que o satélite acabar de passar, vai ficar todo mundo: ãããããã…. Vai ter aquela de óclinhos que vai olhar pra você e vai falar: “- rídiculo isso”. Mas aí, tudo bem, já fez. Essa hora tem até que ficar ligado pra pedir pro dj voltar rasgando. Já entra botando sonzão, pra cima!!!!!! uuuuuhuu todo mundo dance!

Agora, vai ser legal, não é não? Imagina o cara da análise satelitoza que, em algum lugar de alguma época, em algum fundo de escritório universal da vida de sei lá, que vai ver essa porra? Porque alguém vai ver um dia, sempre tem o vinte e dois. Imagina ele vendo isso, ele passando a foto de ponta a ponta, com um microfoda daqueles, um macroscópio ultrafuturo, ele passando tudo, vendo?!!!

Aí, exatamente naquela faixa do planeta, de pertinho, fechado numa teve de 29 poletodas, ele vê – porra, isso vai ser demais – ele vê uma muvuquéti de quinze cabeças, olhando pra cima e mandando piruzinho pra ele!!!! E rindo e zoando e tomando uma cervejihha. Demais.

Vai fazer a vida do cara porrar.

Lembrando que é não uma regra, não, tá. Nem sugestão também. É uma campanha. Faz se quiser, se achar que é positivo.

Eu tenho feito.

Paz.

Agora, dificil é se convencer disso, né? E fazer realmente a festa e chamar todo mundo e distribuir convite e convencer todo mundo, né? Reconheço, aliás, que o desafio das campanhas é exatamente esse: convencer o resto. Agora…. faz o teste. Faça o teste você mesmo, em casa.

Custa nada.

No dia certo, dê uma olhada pro céu, discreta. Um tempo na sua janela.  E se o satélite passar e você sentir um frio na barriga, amigo….. aí marca a festa.

PS. : O detalhe que me passou agora é o seguinte: à noite, o satélite tira foto? Que potência hein….